Portal SER

Pequenos desafios!

Hoje quero refletir sobre os pequeninos, as crianças de 2 ou 3 anos de idade, e pensar um pouco sob a perspectiva deles: começaram a andar, falar e atuar de forma significativa recentemente. Ainda não têm conhecimento do mundo à sua volta ou do seu papel no meio onde estão inseridos. Percebem seus sentimentos, mas ainda não conseguem sequer nomear todos eles ou entendê-los. São curiosos, ativos, donos de uma energia intensa.

Há bem pouco tempo, viviam deitados, dependendo de outras pessoas para se deslocarem e agora ganharam o mundo: andam, correm, transformam o ambiente! Nesses poucos meses de vida, quantas transformações viveram, quanto se desenvolveram até serem capazes de interagirem socialmente.

Eles não podem ser subestimados, já são donos de um repertório imenso de ações e dão conta de respeitar limites e combinados.

Tantos desafios têm uma explicação: eles buscam conhecer o seu lugar, conhecer as suas possibilidades, seus potenciais. Essa é uma fase da vida linda e deliciosa que passa tão rápido, mas os aprendizados aqui adquiridos podem refletir nas fases seguintes de sua infância.

Por isso, algumas reflexões são preciosas. A primeira delas é: o momento de ensinar um comportamento adequado é agora, seu filho não é “muito pequeno” para aprender.

Entenda que os comportamentos novos ainda não foram consolidados, por isso atue imediatamente para corrigi-los. Verbalize sobre o que está errado e sobre suas expectativas. Sim, seu filho já te entende.

Evite acostumá-lo a só te obedecer quando você está bravo, gritando, ameaçando. Procure ensiná-lo a olhar para você enquanto te ouve.

Mostre exemplos concretos, reais, que ilustrem suas intenções. “Você está vendo alguém descalço? No mercado todos usam sapatos!”

Não entre na briga, não meça forças, os pequenos vão a limites extremos para conseguirem o que desejam. Procure educar, dialogando e explicando a necessidade de cooperar com você.

Desenvolva o vínculo de confiança desde agora. Cumpra todas as suas promessas. Então lembre-se: se há chance de não cumprir, não prometa. Jamais ensine seu filho a trocar um bom comportamento por uma recompensa. Reconhecimento não se vende em lojas.

Olhos nos olhos, amor no coração, segurança em suas palavras, são seus maiores aliados!

Esses pequenos têm um universo inteiro para explorar e isso pode ser angustiante. Ao mesmo tempo que precisamos encorajá-los e permitir que se desenvolvam, também é nosso papel ensinar que esse universo é compartilhado com outras pessoas e, por isso, nem tudo acontece do jeito que a gente quer e na hora que a gente quer.

Quanto mais cedo a criança aprender isso, mas cedo será possível superar essa fase de desafios!