Portal SER

Contribuindo para a felicidade dos filhos

Como contribuir para a felicidade dos filhos

Como seria bom se nossos filhos fossem felizes e ponto. Sem condições ou sem prazo de validade. Ver um filho chorar, muitas vezes dói mais nos pais do que neles próprios. Mas por que choram nossas crianças? Por um desejo não atendido? Por pedido rejeitado? Por estar desconfortável?

Estudos comprovam que crianças mimadas demais ou poupadas de todo tipo de desconforto emocional tendem a se tornar adolescentes pouco tolerantes e descontentes. Se a criança não aprender a lidar com as frustrações próprias da infância, não vai criar recursos para lidar com as adversidades que a vida impõe.

O “ter tudo imediatamente” priva a criança de aperfeiçoar sua capacidade de resiliência, flexibilidade, tolerância e adaptação e em algum momento a vida exigirá tais habilidades. Seja na busca pelo emprego dos sonhos, seja num relacionamento familiar ou social.

Como um ser que nunca se frustrou pode lidar com a ideia de não ser capaz de adquirir imediatamente aquela casa ou aquele carro?

É comum ouvir a expressão: “eu tenho condições, meu filho não precisa passar vontade”. Isso é fato, entretanto, a necessidade maior de uma criança ou adolescente não está à venda, está dentro de casa e se chama família.

Ao invés de dedicar seu tempo a poupar seu filho de problemas ou suprir seus desejos materiais, invista em instrumentos que o capacite a solucionar seus conflitos e conquistar aquilo que deseja.

Acompanhe seus resultados, sempre apoiando principalmente quando forem negativos, pois é nessa hora que ele vai buscar em você motivação para continuar.

Observe como você lida com suas frustrações, pois desde muito pequena a criança tende a copiar o estilo emocional dos pais, por isso é recomendável cultivar bons hábitos envolvendo toda a família.

Se nossa busca como pais é pela felicidade de nossos filhos, devemos primeiro nos preocupar em como estamos cuidando de suas construções no âmbito emocional, pois, assim como nos versos interpretados por Kell Smith, um joelho ralado dói bem menos que um coração partido!