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O tipo de bronca que você fornece determina o tipo de comportamento que você recebe!

O papo de hoje é a bronca!

Diferentes ambientes e contextos interferem nas reações da criança. A autoridade e o ambiente mudam o comportamento e a atitude dos pequenos. Por isso, o que funciona em casa com a família, nem sempre é o que dá certo no shopping, ou na frente da avó. Na escola, a relação de igual entre os alunos permite que a criança aprenda que todos precisam colaborar. Com isso, encontra sentido nas regras estabelecidas e passa a contribuir com os combinados.
Estudos sobre a linguagem podem ajudar a ter uma melhor comunicação com os filhos. O conceito de Escuta Ativa é um exemplo. Nele, o adulto ouve atentamente o que a criança tem a dizer, demonstrando compreensão do que foi dito e auxiliando a percepção de seus sentimentos na busca pela solução do seu problema.
Negligenciar a atenção necessária à solução dos problemas infantis pode trazer consequências negativas para o desenvolvimento da autoimagem da criança. Por isso, é papel do adulto demonstrar que se importa com seus problemas e sentimentos.
Uma outra técnica, chamada de Mensagem Eu, favorece o desenvolvimento da empatia e confiança em família e deixa pais e filhos do mesmo lado do problema, contribuindo para que a criança entenda o ponto de vista do outro. Esta técnica consiste em descrever de maneira transparente os seus sentimentos frente a um problema com filho.
A terceira técnica diz respeito à Linguagem breve e firme, que significa informar a criança sobre o seu limite, sem muita explicação, pois, diferente do sermão, essa conduta permite que a criança encontre facilmente no discurso do adulto um direcionamento para sua ação.
O mais importante é desenvolver um discurso livre de julgamentos, censuras, críticas ou culpa. Quanto mais suas palavras se pautarem na solução do problema, menos desafios serão gerados e mais rapidamente se chega ao objetivo.
Na hora da bronca, por exemplo, é necessário utilizar uma linguagem descritiva e se ater aos fatos, não à personalidade da criança. Ficamos bravos com as atitudes dos pequenos e não com eles. “Eu te amo, mas não gosto nem um pouco que você faça …”
É importante que a criança saiba, através da linguagem breve e firme, que algumas ações não são toleradas e, portanto, não são negociáveis: “Não se bate em ninguém!”, “não se joga absolutamente nada no ventilador!”
Outra forma eficiente de levar a criança a tomar consciência de suas atitudes é questioná-la sobre suas ações e auxiliá-la a encontrar outros recursos para a solução de seus problemas: “Você gostaria que seu irmão o tratasse desse jeito? De que outra forma você poderia resolver o seu problema sem magoar o seu irmão?”
Espero ter contribuído para que as broncas em casa sejam uma porta aberta para a mudança de comportamentos inadequados e não apenas punições sem nenhum retorno.
Até semana que vem! — com Vânia Bueno Frau.