Portal SER

Como é que se diz EU TE AMO?

Diversidade e respeito

Vivemos a era da mudança, da inovação, da tecnologia e, infelizmente, da intolerância. Na década de 90, Renato Russo cantava os versos “eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito, chega de opressão, quero viver a minha vida em paz”. Esses versos continuam atuais e refletem a vontade de muita gente.

Na sociedade, as opiniões estão polarizadas. Ou está certo, ou está errado, não existe o relativo. Cadê o comum acordo? As redes sociais são pias onde se despejam argumentos extremos defendendo pontos de vista dos mais diversos. Não venho hoje defender aqueles que se mantêm em cima do muro. Minha tarefa é levá-los a refletir sobre como ficam as crianças nesse mundo segregado.

Os pequenos, que ainda não têm noção de Justiça, não compreendem como funciona a sociedade, ou, ainda, qual o seu papel na família ou na escola, como podem se ajustar nesse contexto, sem perder aquilo que lhes é nato, a espontaneidade?

Imagine um professor na sala de aula “vendendo” verdades absolutas e desperdiçando o incrível potencial que se encontra na diversidade de opiniões, de pensamentos e de experiências. Os alunos, vêm para sala de aula com diferentes repertórios, com uma urgência para descobertas e com infinitas possibilidades de construção de conhecimento, tudo isso reflexo de uma sociedade que mudou, e muito, nos últimos tempos.

Levar à consciência que a forma das pessoas se comunicarem mudou e, consequentemente, o seu comportamento, pode ser uma grande ajuda para entendermos quais são as engrenagens que precisamos ajustar para conseguir lidar com a diversidade. Por isso é essencial ensinarmos aos nossos filhos que, antes de debater, é preciso paciência e humildade para aprender. Para aprender, é preciso saber ouvir atentamente e isso só consegue quem é capaz de respeitar ao outro e a si mesmo.

Nosso desafio, enquanto educadores, é sustentar uma postura que sirva como exemplo de respeito, pois só se ensina a respeitar, respeitando aquele que quer aprender.

Que até a próxima semana a gente possa dar sentido a essa antiga questão: “e hoje em dia, como é que se diz eu te amo?”

Vânia Bueno Frau.